domingo, 24 de abril de 2011

Crônica de um poeta que cansa, logo desabafa

Vou começar o desabafo, pode ser?

Então... ser gay cansa. E demais. É ter que dizer as tuas posições sexuais, o gosto do lábio do outro, se dói, se isso, se aquilo. É o uso do condicional em perguntas o tempo todo, é a ideia de opção, orientação e tantas outras, e assim por diante... Ser gay parece como nos filmes do Almodóvar, onde tudo é impossível e pior: ser gay é ter um pouco mais de inteligência, é ter que se esconder um pouco mais, é ter um pouco mais de rapidez, fragilidade e muito, mas muito menos liberdade. Ser gay é tão ruim que me faz pensar em desistir de ser assim. Aí, vem um coração palpitante, pedindo carinho, pedindo atenção e pedindo o meu coração (e que ele palpite).
É... ser gay é chato e difícil, mas se eu não fosse gay, eu não teria encontrado amigos como o Fabrício, lésbicas como a Ju, gays cantores como Ney Matogrosso e também nunca teria feito meu peito arder de saudade como arde agora pelo meu namorido.
Pois é... afinal, ser gay é não poder postar isso, é não poder gritar por amor ou respeito. Ser gay é ver risadas? Não. Ser gay é ver piada? Não.
Piada é fazer a piada!

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